Em uma batalha contra as “deepfakes musicais”, a Sony Music, uma das maiores gravadoras do mundo e atuante também no mercado brasileiro, revelou ter solicitado a exclusão de mais de 75 faixas geradas por Inteligência Artificial (IA), que imitam cantores famosos.
Essa notícia foi vinculada após o governo do Reino Unido abrir uma espécie de consulta pública que trata de possíveis novas regras relacionadas a direitos autorais, ao uso de IA e a sua flexibilização em obras musicais. De acordo com o primeiro-ministro, Sir Keir Starmer, a proposta é flexibilizar e implementar leis para incentivar o mercado de entretenimento, como de música, cinema e livros, assim como tornar a região britânica uma referência na indústria musical.
A Sony contestou a flexibilização e reiterou que essa abertura pode ser prejudicial para a indústria musical. Na pesquisa realizada pelo governo foi relatado que faixas geradas por IA e publicadas em plataformas de streaming já resultaram em “danos comerciais diretos a artistas legítimos, incluindo artistas do Reino Unido.
No entanto, o governo propôs que detentores de direitos autorais que não quiserem que suas obras sejam usadas para treinar modelos de IA poderiam sinalizar essa decisão. Porém, a Sony entende que esse mecanismo não é suficiente, pois é o mesmo que exigir que donos de imóveis marquem seus bens nesses locais se não quiserem que eles sejam roubados.
Em suma, a crescente utilização de Inteligência Artificial na produção musical levanta questões complexas sobre direitos autorais e a proteção dos artistas. À medida em que surgem novas tecnologias, é fundamental que haja debates mais profundos sobre como equilibrar a inovação tecnológica com a preservação dos direitos dos criadores. O combate contra as “deepfakes musicais” é apenas o começo de um desafio maior que a indústria enfrentará conforme as tecnologias continuem a evoluir.